Mudança de Vida - II

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[ 2006-04-11 ]




Que coisa meiga você é?


Francy [12:31 AM]

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[ 2005-03-02 ]


FALTA DE ESPAÇO...

Em virtude da falta de espaço neste blog, continuamos o Mudança de Vida II e
muitos outros que virão....

Convidamos a todos a nos visitar em nossa nova morada....

Nesta e em outras mais....


Francy [3:08 PM]

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[ 2005-03-01 ]


CONFISSÕES DE UM DIA CHEIO DE NEVE

Há dias que quero escrever alguma coisa e não sinto-me com coragem para
escrever, ou mesmo, não quero fazer nada e nem faço......se pudesse ficava
deitada no sofá da sala, de pijama, enrolada numa coberta e sem tv, apenas
ouvia uma música de Villa-Lobos, ou então uma bem brega de Roberta,
aquela que canta musica para camioneiros, lembram?? Pois é, mas hoje falo
do tempo aqui na Holanda... do chove e molha bastante da neve que cai e ao
chegar ao chão já é água......do sol que é um astro sem personalidade aqui
na Holanda, ele é velho e imprestável............vem cedo ou tarde, vai embora
logo e não esquenta coisa nenhuma e nós, acostumados que somos ao sol,
sentimos a sua falta e reclamamos. Eu por exemplo, reclamo bastante e às
vezes me conformo quando não vou sair, mas via de regra, eu reclamo e pronto.
Ontem fizemos, para não dizer que eu só reclamo, um lindo passeio ao sol,
ontem o sol esteve fantástico e andamos no Parque Vlietland às margens do
lago e muitas pessoas tiveram a nossa mesma ideia, pois lá estávamos todos
sorrindo, até parecia um show a céu aberto com as gaivotas voando e dando
uma ¿razante¿ na água........estava lindo!!!!! Valeu o passeio. Depois fomos
andar no Winkelhof, que é um Shopping de Leiderdorp, vizinho aqui de Leiden,
que é muito interessante. Aliás, havia comentado que Shopping com esse
nome escrito, só vimos em Hilversum, mas esse de Leiderdorp, é grande,
todo coberto e tem lojas muito boas e dois supermercados. As lojas são
muitas, bem arrumadas e organizadas, pois tem umas tantas por cá que
parecem o lixão (exageros). Como esteve prestar a cair neve o dia inteiro, e
caiu um pouquinho, valeu estar num winkel coberto e estar à vontade para
fazer compras.
Já comentei com algumas pessoas no Brasil, que aqui, todos, ou quase,
vamos ao supermercado todos os dias, assim compramos comidas
fresquinhas e quando a feira está quase em frente melhor ainda.
Aqui em Leiden, temos várias feiras. No Centrum Luifelbaan, tem feira,
ou Markt, na terça-feira... No centro da cidade, às margens do canal
principal que corta a cidade ao meio, ou quase, o Markt, ou feira, existe
desde os tempos idos de mil duzentos e alguma coisa, portanto mais de
oitocentos anos........nas quartas e sábados, eles estão lá toda semana,
todo mês, todo ano, chova, faça sol ou neve, os feirantes estão lá. Tem de
tudo, peixe, galinha, queijo, peças de bicicleta, tecidos para roupa, para
cortinas, roupas de jeans e outros materiais, blusas de todas as cores e
padronagem, flores, temperos e muito mais......
Hoje, para variar, fomos a Leidschendam. Lá também tem um Shopping
quase todo coberto e às terças-feiras tem a feira ao lado do Shopping
Leidsahage.....e lá compramos queijo. Aliás, o queijo vendido na feira é
muito bom e prefiro do que no supermercado. Compramos batata
directamente do agricultor e, para não passar em branco, comprei algumas
flores e aqui ainda vão chegar as fotos....
Francy [10:14 PM]

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[ 2005-02-28 ]


OLÁ AMIGAS BLOGUEIRAS

Meire, eu não conheço a casa de Beethoven, aliás ainda não conheço
a cidade Bonn na Alemanha, quem sabe, qualquer dia lá iremos....

Naldy, nós temos a revista da TV e assim vemos com antecedência
todos os filmes e programas que vão passar na semana, náo vivemos
sem a talzinha......ahaha.....

Liliane, estamos passeando bastante...hoje ainda continua frio...ontem
tivemos oito graus negativos e hoje a previsão é de seis negativos, haja
cobertor........ahahahaha!!!!! hoje fizemos um lindo passeio ao sol, que
por acaso, hoje esteve presente aqui por esses lados.......

Sandrinha, amiga, de fato a descrição sobre a vida de Beethoven é um
tanto comprida, mas ele compôs tantas sinfonias, sonatas, mais cinco
concerto para piano, quartetos (música de câmara) que merecem que
falemos em todos elas......breve, com ou sem filme sobre Villa Lobos
vou falar sobre ele..............

Alzira, estou pesquisando e enviarei por email ou quem sabe ponho
aqui mesmo todas as perguntas sobre a Holanda..... parece que o
"Vida bem Vivida" está mesmo relegado a quinto plano....apareça lá
e diga alguma coisa......... por favor quando for para o Brasil não se
esqueça das amigas do lado de cá da "poça d'água" ....ahahah.....
Francy [10:40 PM]

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Oscar 2005

Melhor Filme - Menina de Ouro
Melhor Diretor - Clint Eastwood (Menina de Ouro)
Melhor Ator - Jamie Foxx (Ray)
Melhor Atriz - Hilary Swank (Menina de Ouro)
Melhor Ator Coadjuvante - Morgan Freeman (Menina de Ouro)
Melhor Atriz Coadjuvante - Cate Blanchett (O Aviador)
Melhor Filme de Animação - Os Incríveis
Melhor Filme Estrangeiro - Mar Adentro
Melhor Roteiro Original - Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
Melhor Roteiro Adaptado - Sideways - Entre Umas e Outras
Melhor Trilha Sonora - Em Busca da Terra do Nunca
Melhor Canção Original - "Al Otro Lado del Rio" (Diários de Motocicleta)
Melhor Maquiagem - Desventuras em Série
Melhor Direção de Arte - O Aviador
Melhor Figurino - O Aviador
Melhor Fotografia - O Aviador
Melhor Edição - O Aviador
Melhores Efeitos Especiais - Homem-Aranha 2
Melhor Som - Ray
Melhor Edição de Som - Os Incríveis
Melhor Documentário - "Born into Brothels"
Melhor Documentário - Curta - "Mighty Times"
Melhor Curta-metragem - "Wasp"
Melhor Curta-metragem de Animação - "Ryan"

Depois virão as fotos da festa de entrega.....breve...


Francy [10:30 PM]

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[ 2005-02-26 ]


LUDWIG VAN BEETHOVEN

Monumento erguido em 1800 para Beethoven.

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A casa onde nasceu em Bonn na Alemanha.
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A Foto foi feita quando compôs a nona sinfonia.
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Este post sobre Ludwig van Beethoven, foi motivado pelo filme que acabou de
passar no RTL 5.........maravilhoso............


Francy [10:12 PM]

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LUDWIG van BEETHOVEN - (1770 - 1827)

Ludwig van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770, em Bonn, Alemanha.
Mas sua ascendência era holandesa: o nome de sua família é derivado do nome de
uma aldeia na Holanda, Bettenhoven (canteiro de rabanetes), e tem a partícula van,
muito comum em nomes holandeses - não confundir com o nobiliárquico alemão von.
O avô do compositor, também Ludwig van Beethoven, contudo, era originário da
Bélgica, e a família estava há poucas décadas na Alemanha.

Vovô van Beethoven era músico. Trabalhava como Kappelmeister (diretor de música
da corte) do eleitor de Colônia e era um artista respeitado. Seu filho, Johann, que viria
a ser o pai de Ludwig, menos talentoso, o seguiu na carreira, mas sem igual êxito.
Depois da morte do pai, entregou-se ao alcoolismo, o que traria muitos problemas
emocionais ao filho famoso.

Johann percebeu que o pequeno Ludwig (que fora batizado assim em homenagem ao
avô) tinha talento incomum para música e tratou de encaminhá-lo à carreira de músico
do eleitor. Mas o fez de forma desastrosa. Obrigava o filho a estudar música horas e
horas por dia, e não raro o batia. A educação musical de Beethoven tinha aspectos de
verdadeira tortura.

Desde os treze anos Ludwig ajudou no sustento da casa, já que o pai afundava-se
cada vez mais na bebida. Trabalhava como organista, cravista ensaiador do teatro,
músico de orquestra e professor, e assim precocemente assumiu a chefia da família.
Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em
devaneios e "distrações", como seus amigos testemunharam.

Em 1784, Beethoven conheceu um jovem conde, de nome Waldstein, e tornou-se
amigo dele. O conde notou o talento do compositor e o enviou para Viena, para que
se tornasse aluno de Mozart. Mas tudo leva a crer que Mozart não lhe deu muita
atenção, embora reconhecendo seu gênio, e a tentativa de Waldstein não logrou
êxito - Beethoven voltou em duas semanas para Bonn.

Em Bonn, começou a fazer cursos de literatura - até para compensar sua falta de
estudo geral, já que saíra da escola com apenas 11 anos - e lá teve seus primeiros
contatos com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa, que ocorria, com o
Aufklärung (Iluminismo) e com o Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto), correntes
não menos fervilhantes da literatura alemã, de Goethe e Schiller. Esses ideiais
tornariam fundamentais na arte de Beethoven.

Apenas em 1792 que Beethoven haveria de partir definitivamente para Viena.
Novamente por intermédio do conde Waldstein, dessa vez Ludwig havia sido aceito
como aluno de Haydn - ou melhor, "papai Haydn", como o novo pupilo o chamava.
A aprendizagem com o velho mestre não foi tão frutífera quanto se esperava. Haydn
era afetuoso, mas um tanto descuidado, e Beethoven logo tratou de arranjar aulas
com outros professores, para complementar seu estudo.

Seus primeiros anos vienenses foram tranqüilos, com a publicação de seu opus 1,
uma coleção de três trios, e a convivência com a sociedade vienense, que lhe fora
facilitada pela recomendação de Waldstein. Era um pianista virtuose de sucesso
nos meios aristocráticos, e soube cultivar admiradores. Apesar disso, ainda
acreditava nos ideiais revolucionários franceses.

Então surgiram os primeiros sintomas da grande tragédia beethoveniana - a surdez.
Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e foi diagnosticada uma
congestão dos centros auditivos internos. Tratou-se com médicos e melhorou sua
higiene, a fim de recuperar a boa audição que sempre teve, e escondeu o problema
de todos o máximo que pôde. Só dez anos depois, em 1806, que revelou o problema,
em uma frase anotada nos esboços do Quarteto no. 9: "Não guardes mais o segredo
de tua surdez, nem mesmo em tua arte!".

Antes disso, em 1802, Beethoven escrevou o que seria o seu documento mais famoso:
o Testamento de Heilingenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos
dois irmãos, mas que nunca foi enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia
da surdez e sua arte. Ele estava, por recomendação médica, descansando no aldeia
de Heilingenstadt, perto de Viena, e teve sua crise mais profunda, quando cogitou
seriamente o suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de
idéia? "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o
mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!", escreveu na carta.

O resultado é o nascimento do nosso Beethoven, o músico que doou toda sua obra
à humanidade. "Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor
pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me", continua o Testamento.
Para Beethoven, sua música era uma verdadeira missão. A Sinfonia no. 3, Eroica,
sua primeira obra monumental, surge em seguida à crise fundamental de Heilingenstadt.

No terreno sentimental, outra carta surge como importante documento histórico: a
Carta à Bem-Amada Imortal. Beethoven nunca se casou, e sua vida amorosa foi uma
coleção de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas um amor
correspondido foi realizado intensamente, e sabemos disso exatamente através dessa
carta, escrita em 1812. Nela, o compositor se derrama em apaixonadíssimos
sentimentos a uma certa "Bem-Amada Imortal":

"Meu anjo, meu tudo, meu próprio ser! Podes mudar o fato de que és inteiramente
minha e eu inteiramente teu? Fica calma, que só contemplando nossa existência
com olhos atentos e tranqüilos podemos atingir nosso objetivo de viver juntos.
Continua a me amar, não duvida nunca do fidelíssimo coração de teu amado L.,
eternamente teu, eternamente minha, eternamente nossos".

A identidade da "Bem-Amada Imortal" nunca ficou muito clara e suscitou grande
enigma entre os biógrafos de Beethoven. Maynard Solomon, em 1977, após
inúmeros estudos, concluiu que ela seria Antonie von Birckenstock, casada
com um banqueiro de Frankfurt - seria, portanto, um amor realizado, mas ao
mesmo tempo impossível, bem beethoveniano. Ludwig permaneceria solteiro.

Em 1815, seu irmão Karl morreria, deixando um filho de oito anos para ele e a
mãe cuidarem. Porém Beethoven nunca aprovou a conduta da mãe dessa
criança - também Karl - e lutou na justiça para ser seu único tutor. Foram
meses de um desgastante processo judicial que acabou com o ganho de
causa dado ao compositor. Agora Beethoven teria que cuidar de uma criança,
ele que sempre fora desajeitado com a vida doméstica.

Nos anos seguintes, Beethoven entraria em grande depressão, da qual só
sairia em 1819, e de forma exultante. A década seguinte seria um período de
supremas obras-primas: as últimas sonatas para piano, as Variações Diabelli,
a Missa Solene, a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas.

Foi nessa atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um
réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente - pneumonia, além de cirrose
e infecção intestinal. No dia 26 de março de 1827, morreria Ludwig van Beethoven -
segundo a lenda, levantando o punho em um último combate contra o destino.

Obra
Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo
e o Romantismo. De fato, ele foi um dos primeiros compositores a dar papel
fundamental ao elemento subjetivo na música. "Saída do coração, que chegue ao
coração", disse a respeito de uma de suas obras. Toda obra beethoveniana é fruto
de sua personalidade sonhadora e melancólica, um tanto épica, verdadeiramente
romântica.

Mas ele não abandonou as formas clássicas herdadas de Mozart e de "papai"
Haydn. Beethoven soube fazer arte inovadora nos moldes tradicionais, sem os
destruir, mas alargando suas fronteiras. Esse processo transfigurador aconteceu
gradualmente, e culminou em obras como os últimos quartetos de cordas,
radicalmente distantes dos similares de Mozart, por exemplo.

O estilo de Beethoven tem características marcantes: grandes contrastes de
dinâmica (pianissimo x fortissimo) e de registro (grave x agudo), acordes densos,
alterações de compasso, temas curtos e incisivos, vitalidade rítmica e, em obras
na forma-sonata, desenvolvimentos longos em detrimento de exposições mais
concentradas.

Estudiosos costumam dividir a obra beethoveniana em três fases, seguindo a
linha definida pelo musicólogo Wilhelm von Lenz. A primeira daria conta das
obras escritas entre 1792 e 1800, ou seja, suas primeiras peças publicadas, já
em Viena. Isso incluiria os trios do Opus 1, a Sonata Patética, os dois primeiros
concertos para piano e a Primeira Sinfonia, obras ainda tradicionais, mas que já
apresentam alguns aspectos pessoais. A segunda fase corresponderia ao período
de 1800 a 1814, marcado pelo Testamento de Heilingenstadt e pela Carta à Bem-
Amada Imortal - em outras palavras, pela surdez e pelas decepções amorosas.
São características dessa fase obras como a Sinfonia Eroica, a Sonata Ao Luar,
os dois últimos concertos para piano. A última fase, de 1814 à 1827, ano de sua
morte, seria o período das obras monumentais e das grandes inovações: a Nona
Sinfonia, a Missa Solene, os últimos quartetos de cordas.

Beethoven se dedicou a todos os gêneros de sua época. Compôs uma ópera,
Fidelio, com seu tema tipicamente beethoveniano - fidelidade conjugal e o amor
pela liberdade -, música para teatro (destaque para a abertura Egmont), balé (As
Criaturas de Prometeu), oratório (Cristo no Monte das Oliveiras), lieder (o ciclo À
Bem-Amada Distante é bem representativo), duas missas (entre elas a monumental
Missa Solene), variações (as Variações sobre uma Valsa de Diabelli são as mais
conhecidas) e obras de forma livre (a Fantasia para Piano, Coro e Orquestra é uma
delas).

Porém Beethoven ficaria mais conhecido pelos quatro grandes ciclos dedicados às
formas clássicas: as sonatas, os concertos, os quartetos de cordas e, claro, as
sinfonias.

as sonatas
As sonatas para piano - 32 ao todo - foram para Beethoven uma espécie de laboratório,
onde fazia experiências que seriam aproveitadas em outras formas. Elas se distribuem
ao longo das três fases, mas as da segunda seriam as mais numerosas (dezesseis).

Beethoven fez grandes inovações no estrutura da sonata. Incorporou novas formas (fuga
e variação), mudou o número de movimentos e sua ordem (colocou muitas vezes o
movimento lento em primeiro lugar), aumentou seu escopo emocional.

Essas sonatas também acompanharam o desenvolvimento técnico do piano no início do
século XIX. A princípio, eram destinadas, sem distinção, para o cravo ou para o pianoforte.
Somente a partir da opus 53, Waldstein, que Beethoven deixaria claro a instrumentação:
pianoforte. Exigente, o compositor costumeiramente ficava irritado com a limitação dos
pianos de sua época, tanto que suas últimas cinco sonatas foram compostas
especificamente para o mais avançado piano de martelo vienense, o Hammerklavier.
A opus 106 ficou justamente conhecida por este nome.

Entre as onze sonatas do primeiro período, a mais conhecida é a opus 13, Patética,
com sua introdução dramática e seu clima sombrio (a maior parte de seus temas estão
em tom menor).

As sonatas mais conhecidas estão no segundo período - são a opus 27, Ao Luar, a
Waldstein e a opus 57, Appassionata. A primeira delas, de modo inovador, inicia-se com
um famosíssimo Adagio sostenuto, uma elegia de suave e sombrio romantismo, até hoje
um dos trechos mais conhecidos de Beethoven. Já a Waldstein tem apenas dois movimentos
rápidos (com uma diminuta ponte em andamento lento entre eles).

Embora mais originais, as sonatas do último período são as menos populares. A opus 106,
Hammerklavier, de caráter monumental, é quase uma sinfonia para piano solo. Outras grandes
obras-primas são as duas últimas, opus 109 e 110, de caráter quase romântico.

os concertos
Beethoven escreveu cinco concertos para piano, um para violino e um tríplice, para violino,
violoncelo e piano. Excetuando-se os dois primeiros para piano, todos foram compostos na
fase intermediária, onde, de fato, encontra-se a maioria da produção beethoveniana.

Os dois primeiros concertos para piano são bastante característicos da juventude de
Beethoven, e devem grande parte de sua linguagem à Mozart. Já o terceiro, composto em
1800, é uma obra de transição. Tem caráter mais sinfônico e é declaradamente sério e
pesado, tendo muitas semelhanças com o Concerto no. 24 de Mozart (também escrito
na tonalidade de dó menor).

O Concerto no. 4, composto seis anos depois, daria um salto ainda maior. Os
movimentos externos são leves e tranqüilos, de profunda beleza e humanidade.
Já o movimento central, Andante con moto, alterna o lirismo romântico do piano
com intervenções vigorosas da orquestra (aqui reduzida às cordas graves), obtendo
um resultado surpreendente até para Beethoven.

O último concerto para piano, conhecido como Imperador, tornaria-se mais célebre.
É uma obra majestosa, de concepções grandiosas e de caráter tão sinfônico quanto
o terceiro concerto, mas menos trágico.

Para violino, Beethoven escreveu o seu concerto mais popular. Obra belíssima, é
dos concertos mais perfeitos já escritos para esse instrumento. Anteriormente, já
havia o incluído no Concerto Tríplice, para piano, violino e violoncelo, herdeiro da
sinfonia concertante à maneira de Haydn e Mozart e claro precursor do Concerto
Duplo de Brahms.

os quartetos
Beethoven compôs música de câmara durante toda sua vida, mas a parte
fundamental de sua obra neste gênero seria o conjunto dos seis últimos quartetos
de cordas.

Eles foram escritos nos últimos anos de vida do compositor e representam o ponto
culminante de sua terceira fase de criação. São obras concentradas e profundas,
cheias de recursos como a variação e a fuga.

O opus 131 é o mais ambicioso deles. Tem nada menos que sete movimentos,
todos encadeados entre si. O primeiro é uma fuga muito lenta e expressiva, o
quarto é uma sucessão de sete variações, e o último é um enérgico Allegro, que
retoma o tema principal do primeiro. Portanto, apesar de sua grande extensão, é
uma obra coesa.

Além deste, são importantes os quartetos opus 133, Grande Fuga, e opus 135.

as sinfonias
As sinfonias de Beethoven formam a parte mais conhecida de sua obra. São nove
ao todo. A maior parte está na fase intermediária de sua criação, exceto a primeira e
a última sinfonia. Entretanto, o musicólogo Paul Bekker classifica as sinfonias em dois
grupos - as oito primeiras e a Nona. De fato, a Sinfonia Coral é um caso à parte, com
sua enorme formação instrumental e o final com coro, até então inédito.

A Primeira Sinfonia, composta nos primeiros anos vienenses do compositor, está
fortemente ligada à tradição de Haydn e Mozart. A segunda é uma obra de transição
e já apresenta algumas das suas características pessoais.

Beethoven só encontraria sua linguagem sinfônica definitiva na Sinfonia no. 3, Eroica.
Planejada para ser uma grande homenagem a Napoleão Bonaparte, que admirava, esta
Terceira é uma obra grandiosa, de concepção monumental e temática épica. Porém a
dedicatória napoleônica foi retirada quando este coroou-se imperador da França -
Beethoven, decepcionado, alterou o programa da obra, incluindo uma marcha fúnebre
"à morte de um herói".

A Quarta é uma sinfonia mais relaxada, conhecida por sua longa introdução, quase
independente do restante da obra. Já a Quinta é a mais trágica das nove. Dita "do
Destino", esta é uma sinfonia que faz a trajetória das trevas (os dois primeiros
movimentos) para a luz (os dois últimos), de maneira original, que abriu precedentes
na história da música (a Primeira de Brahms, a Segunda de Sibelius).

A Sexta Sinfonia, Pastoral, é outra ousadia. Organizada em cinco movimentos, cada
um retratando um aspecto da vida no campo, abriu espaço para as experiências de
Liszt e Berlioz no gênero da música programática.

A Sétima ficou famosa pelo seu movimento lento, um Allegretto pouco definido entre
o elegíaco e o sombrio, que encantou compositores como Schumann e Wagner. A
Oitava é seu par, e tem no terceiro movimento um minueto, o que é novidade - é a
única que não tem um scherzo, o substituto beethoveniano do minueto de Haydn
e Mozart.

Enfim, a Nona, talvez a obra mais popular de Beethoven. Sua grande atração é o final
coral, com texto de Schiller, a Ode à Alegria. É uma obra que marcou época. Sem ela,
seria difícil conceber as sinfonias posteriores de Bruckner, Mahler, e até a ópera de
Wagner.

"Escutar atrás de si o ressoar dos passos de um gigante". A definição famosa de
Brahms da Nona Sinfonia pode ser aplicada igualmente à toda obra beethoveniana,
uma das maiores e mais profundamente humanas de toda história da música.

Fonte: www.bravissimo.hpg.ig.com.br/biografias/Beethoven
Francy [10:10 PM]

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[ 2005-02-25 ]


HILVERSUM

Algumas fotos do centro da cidade.Esta é também a cidade das
televisões, dos chiques, dos ricos e famosos. Mas tb tem de tudo.
Entrada do Shopping Center Gooische Brink.


Francy [1:34 AM]

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[ 2005-02-23 ]


HILVERSUM

A tarde foi muito agradável. Depois de sair da Fides Accountant, situada
numa bela mansão em Hilversum. (A Fides é quem cuida do nosso IRS).
Resolvemos dar uma geral pela cidade, já que fica um pouco distante de
Leiden. Hilversum tem um centro comercial muito bom e bonito. Penso
que se parece com aqueles centros comerciais minúsculos lá do Brasil.
Mas muito interessante e até com Praça de Alimentação. Foi a primeira
vez que vi um Shopping Center, escrito dessa forma aqui na Holanda.
Claro que deve existir até muito mais do que aquele de Hilversum, mas
eu desconheço......deve ser porque eu só ando no eixo Leiden/Amsterdam
Sei que é muito limitado, mas cadê o tempo??? as horas passam muito
rápidas!!!!!!
Francy [7:34 PM]

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[ 2005-02-22 ]


STADSGEHOORZAAL LEIDEN

A Ukrainian State Symphony Orchestra (Kiev), regida pelo Maestro Taras Krysa
e solista Ingrid Fliter, apresentou-se na Ópera de Leiden e lá estavamos nós na
plateia que estava repleta... claro, "de gratis" muitos váo e nós também.....
Eis a orquestra:


A Orquestra do Palácio Estatal da Música de Kiev, fundada há quinze anos
com professores da Academia de Música de Kiev, é, hoje em dia, reconhecida
no mundo inteiro pelo virtuosismo dos seus músicos (muitos deles brilhantes
solistas) bem como por uma sonoridade instrumental perfeita e um vasto
repertório composto por obras primas de Tchaikovski, Ravel, Beethoven, Karl
Oit Mallior, Strauss, etc.

A elegante interpretação das valsas e polkas de Strauss garantiram o grande
êxito de críticas e público por toda a Europa, Japão, Coreia, Argentina, Brasil
e, nas inúmeras digressões já realizadas.

Eis o Maestro Russo Taras Krysa:


Eis a solista Argentina Ingrid Fliter:

Francy [11:28 PM]

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[ 2005-02-20 ]


AMADEUS

Compositor austríaco cujo nome completo era Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).
Seu nome de batismo era Johannes Chrisostomus Wolfgang Theophilus Mozart;
posteriormente havia trocado o prenome Theophilus para Amadeus. Representa, com
Haydn, o ponto culminante da música no século XVIII; com Bach e Beethoven, a mais
pura expressão do gênio musical.

Exemplo notável de precodidade criativa, aos 3 anos de idade recebia lições de piano,
ministradas pelo pai; aos 4 fez sua primeira composição; aos 7 tocava órgão, cravo e
violino. Apresentou-se ao público pela primeira vez aos 6 anos, na universidade de
Salzburgo. Mozart escreveu mais de 600 composições. Entre suas óperas merecem
referência A Flauta Mágica, Miltríades, La Finta Giardiniera, Zaída, inacabada, Idomeneu,
o Rapto do Serralho, As Bodas de Fígaro, Don Giovani, Cosi Fan Trutte, A Clemência
do Tito, etc. A música religiosa guarda bem as preciosidades das 15 missas, Te-Deums,
9 Ofertórios, De Profundis, Cantatas, 7 sonatas para órgão e o inimitável Requiem
(compôs a Missa Requiem minado pela tuberculose e em circunstâncias misteriosas:
a visita de um misterioso personagem, que mais tarde foi identificado como o mordomo
do Conde Walsegg, que o incubiu de compor uma missa de Requiem.

Já muio doente, trabalhava nesta missa, quando sofreu um ataque de paralisia, vindo
a morrer no dia seguinte, sem ter terminado o requiem). Morreu na mais extrema
miséria e foi enterrado em vala comum. Referem seus biógrafos: "O seu enterro estava
sendo acompanhado por poucos amigos, quando caiu violenta tempestade que os
dispersou pouco antes de seu caixão ser enterrado na vala comum, do cemitério de
St. Marx."
Mozart e sua família.
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Fonte: www.google.com.br
Francy [11:48 PM]

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[ 2005-02-19 ]


HOJE como ONTEM

Hoje o dia já fez várias caras... Inicou chovendo, aliás isto aconteceu a noite
inteira........e pela manhã um lindo sol, até parecia "primavera", depois, ventos
e céu nublado, em seguida chuva, mas aquela chuva miúda que cai sem dar
tréguas... temos que sair paramentados: capa de chuva, sombrinha, botas a
condizer e roupa quetinha....mais parace um "abafador", lembram-se???
Queria essa chuva miúda em Portugal e no NE Brasileiro, dava um jeito
muito legal se fosse lá pelo NE...

...Mesmo assim, não deixamos de sair e ver algumas coisas. Compramos
algumas coisinhas para a minha gatinha....

...às 20:30 vai passar no canal RTL5 - AMADEUS.......já vi algumas vezes...
Francy [6:45 PM]

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EXPERIÊNCIAS x "ROTEADOR" ...

Esse tal "roteador" é um aparelhinho caro que nem o raio e que desde esta
manhã que o marido tenta instalar e não dava certo... será??? depois de
muito tentar descobriu que na KPN (empresa dos telefones) que estava
com problemas de net e intranet........... enquanto isto eu vim fazer este
comentário......... e tive muita vontade de rir, porque muitas pessoas só
falam na excelência dos serviços no aqui chamado primeiro mundo. É
mesmo hilário!!!!!! ah! roteador faz a ligação entre quatro computadores.
Francy [6:40 PM]

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[ 2005-02-18 ]


FRIO, VENTOS, CHUVAS

Bem ainda é inverno, afinal ele somente começou em 22 de dezembro de 2004,
dizem que é o menor dia do ano....por que será???? será???? bem, eu náo sei,
só sei que o inverno vai até março.............vejam como está este pássaro:


Francy [7:49 PM]

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INVERNO.........

Inverno3.jpg

Inverno2.jpg

Inverno1.jpg


Francy [12:50 AM]